MAIS UM CRIME AMBIENTAL EM NOVA LIMA

Caríssimos,

 

Envio-lhes esta denúncia que trata de um crime ambiental que teve início sorrateiramente em pleno sábado (10/10/15) de um feriado prolongado (em que a maioria dos órgãos de fiscalização ambientais estavam inoperantes) na região do Vale do Sereno – Serra do Curral, divisa de Belo Horizonte e Nova Lima.

Uma destas típicas e gananciosas empresas do ramo imobiliário (Capanema Gouveia Desenvolvimento Imobiliário) apostando na obtenção de lucros astronômicos por meio da destruição sumária de áreas de importância ambiental e do adensamento populacional de determinadas regiões, a despeito de possuir AAF (Autorização Ambiental de Funcionamento), está deliberadamente soterrando nascentes que são afluentes do Ribeirão dos Cristais, que por sua vez é afluente do Velhas que deságua no já decrépito Rio São Francisco.

A referida empresa e seu dono Cláudio Capanema são antigos conhecidos do Ministério Público, que já abriu no passado inquérito civil pelo fato de violarem no local as leis ambientais e cometendo crimes como terraplenagem em topo de morro -alterando divisores de águas de bacias hidrográficas, construção de arruamentos sem a destinação adequada de águas pluviais, promovendo deslizamentos de terra pela não construção de contenção de encostas, dentre outros).

O referido crime ambiental ocorre pela implantação de um loteamento chamado Bairro Bellagio, que também encontra-se com inquérito junto ao Ministério Público de Nova Lima, pois, apesar de estar na APA Sul, não possui estrutura viária, de esgotamento sanitário, bem como não recebeu audiência pública para sua implantação.

Vale contextualizar que todas as licenças concedidas em Nova Lima foram obtidas por meio do atual governo e seu antecessor, ambos manchados pela corrupção, que colecionam diversos processos judiciais ligados à irregularidades junto ao setor imobiliário.

Foi lavrado um B.O. neste domingo, pois nas licenças apresentadas, foram encontradas diversas irregularidades tais como destoca de árvores, soterramento de nascentes (cuja existência sequer foi citada, ou seja, ocultaram o que poderia ser um entrave aos seus objetivos financistas, o que torna mais crítica a situação, pois suprimir nascentes em um dos piores períodos de seca conhecidos parece ser também um crime contra a vida e ao bom senso).

O problema é que as máquinas continuam trabalhando em pleno feriado (só quem tem algo irregular começaria uma obra em tal data) e na terça-feira o dano poderá ser irreversível.

Peço a gentileza de aferirem/investigarem o caso e nos ajudarem a mostrar para a sociedade os rumos que alguns grupos pretendem seguir contra o bem comum.

Cordialmente,

 

J.M. Terra

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